“Não disse, em nenhum momento, que os vereadores sabotaram o ISS”, esclarece Vanderlon

Vanderlon

Expressão publicada na edição impressa da GAZETA foi interpretada equivocadamente pelos editores do jornal. Foto: Bruno Arib

 

O prefeito de Salesópolis, Vanderlon Gomes (PR), procurou o jornal para esclarecer que não usou, em momento algum, a palavra “sabotagem” para se referir à tramitação do projeto de mudanças do ISS (Imposto Sobre Serviço) na Câmara Municipal. Depois de entrevistar o republicano a respeito do projeto aprovado na Câmara na última quarta-feira (27), a GAZETA publicou a expressão “sabotagem” de forma equivocada.

Segundo Vanderlon, o projeto enviado por ele à Câmara buscava padronizar a alíquota do ISS em Salesópolis de acordo com os outros municípios do Alto Tietê, mas os vereadores entenderam que seria melhor mantê-la. Ainda de acordo com o prefeito, o projeto da prefeitura estava baseado no modelo discutido pelo Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) e formatado justamente para evitar a guerra fiscal entre os municípios.

Vanderlon disse que da forma com que o projeto chegou ao Executivo foi enviado ao Legislativo. “A nossa equipe técnica viu que não necessitava de alterações e remetemos para o Legislativo, que fez as modificações. Respeito muito o trabalho dos vereadores, mas tenho de dizer que as alterações feitas não são positivas à cidade e devem prejudicar a arrecadação”, lamenta o prefeito.

“Houve algumas alterações feitas pelos vereadores. Mas, acreditamos que os municípios que padronizaram serão beneficiados, porque as empresas já vêm com os seus preços padronizados no âmbito regional, estabelecendo teto de 5% na prestação de serviço. Se a empresa cobra 5% e se nós cobramos 2%, esses três que iriam para a cidade acabam indo para a empresa. Foram vetados alguns artigos que aumentariam as alíquotas já cobradas. Para nós é negativo”, expôs.

 

A LEI – A proposta do Condemat prevê a aplicação, na região, de novas alíquotas que variam entre 3% a 5% conforme a atividade, com liberdade para que cada cidade defina o percentual de acordo com as suas especificidades. O estudo sobre as alíquotas cobradas na região foi em razão de muitas estarem desatualizadas e com discrepância de um município para o outro.




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