“Suzano está na contramão da crise”

Rodrido Ashiuchi

Em entrevista, Rodrigo Ashiuchi fala das ações do seu governo à frente da Prefeitura de Suzano. Foto: Djalma Raphael

 

Por Lailson Nascimento

 

Gazeta Regional (GR): À frente da prefeitura há quase um ano, o que pode ser destacado como positivo?

Rodrigo Ashiuchi: Nós estamos trabalhando muito pela recuperação da cidade em todos os aspectos, pois o nosso foco é a autoestima do suzanense. Todo governo fica marcado por uma ação específica. O [Pedro] Miyahira ficou marcado pela indústria, o Marcelo Cândido pelas ações na área social, e a gente quer ficar marcado por essa volta da autoestima de todos os setores.

 

GR: A previsão orçamentária para 2018 é de R$ 789 milhões. Como pretende usar o dinheiro nesse projeto de resgate da cidade?

Ashiuchi: O montante que foi apresentado é um valor bruto. Você tem os descontos, a inadimplência, e isso tem que ser levado em consideração. Dentro desse contexto, temos algumas metas para o ano que vem e estamos trabalhando bem nisso. Com o orçamento que nos deixaram, vamos entregar perto de 20 obras até o fim desse ano, além dos equipamentos como carros, motos e ônibus que já foram entregues por meio de emendas parlamentares. Suzano está fazendo mais com menos.

 

GR: E o que tem sido feito?

Ashiuchi: Eu considero que Suzano está na contramão da crise. Claro que há muito o que se fazer ainda, temos que recuperar muita coisa, até porque a cidade ficou muito tempo parada em vários aspectos. Mas destaco a manutenção em vários bairros, na área central há uma zeladoria melhor, buraco ainda tem, mas já tapamos muitos, a Santa Casa passou a atender mais de 900 pessoas por dia. Para combater o abandono de Suzano, começamos pela Saúde. Nós temos 22 UBSs [Unidades Básicas de Saúde] e estamos reformando uma por mês. Reformamos a unidade do Jardim Europa, do Jardim Maitê e, agora, estamos no posto do Jardim Casa Branca. Só para se ter uma ideia, o do Casa Branca não recebe nenhum tipo de manutenção ou pintura há mais de dez anos. E a gente não só reforma, como também amplia o horário de atendimento nos bairros. O Maitê, que é menor, tem um médico atendendo até às 21h às quartas-feiras. No Jardim Europa são dois dias por semana, terça e quinta-feira. No Casa Branca, que é um lugar maior, vão ser mais dias. Concluindo a reforma, partimos para as UBSs do Jardim Ikeda e do Jardim Natal. Ainda na área da saúde, vamos entregar o Pronto-Socorro Infantil da Santa Casa no dia 23 de outubro.

 

GR: Saúde está no epicentro das discussões dos suzanenses por conta do Hospital das Clínicas. Como está essa situação?

Ashiuchi: Sobre o HC, o meu compromisso é falar a verdade e eu vou aproveitar esse espaço para colocar alguns pontos. O primeiro é que tem que ver quem falou, no passado, que seria um hospital de portas abertas. Não fui eu quem disse isso. E a verdade é que não é hospital porta aberta. O que está sendo construído é um anexo do HC. Não vai ter duas portarias, não vai ser porta aberta e, hoje, não contribui com a cidade. Quando vai contribuir? A partir do momento que inaugurarem a ala de exames de imagem e os laboratórios. Suzano pleiteia justamente uma parceria nesse sentido. E também alguns leitos. Já que é um hospital de retaguarda, a cidade quer alguns desses leitos de retaguarda. A pessoa sofre operação na Santa Casa e vai fazer a retaguarda lá. Só que vale frisar que hoje o hospital não tem orçamento, o estado não aportou o dinheiro lá ainda e, até então, não tem um plano de trabalho. Esse plano de trabalho está sendo construído pelo HC e pela Prefeitura de Suzano junto à Secretaria Estadual da Saúde.

 

GR: E o que tem sido feito para melhorar o sistema municipal de Saúde?

Ashiuchi: Nós estamos melhorando o que temos, como a Santa Casa, a saúde infantil, a parte odontológica, reformando as UBSs, e uma novidade: não abandonamos a ideia de ter um hospital federal na cidade. São três fases, sendo que a primeira é um Pronto-Socorro, coisa que o hospital estadual não vai ter. É um trabalho de várias mãos. Estou trabalhando no passado para entender o porquê não deu certo e no presente e futuro o [deputado federal] Marcio Alvino está me ajudando a resolver lá no Ministério da Saúde.

 

GR: O senhor é muito próximo do Marcio Alvino e do André do Prado. Essa parceria já tem surtido efeitos?

Ashiuchi: Sim, acredito muito no trabalho deles. No nosso governo, fizemos muito nesse primeiro ano porque conseguimos recuperar verbas importantes como a do Fumefi [Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento], hoje sou recebido pelo governador, pelo vice-governador, pelas comissões da Assembleia Legislativa e também na esfera federal. Tudo isso através do trabalho dos dois deputados. Mas Suzano está aberta para todos que queiram ajudar a cidade.

 

GR: Voltando ao orçamento de 2018, algumas Pastas terão mais dinheiro, como é o caso da Segurança. Quais os planos para o setor?

Ashiuchi: Entendemos que o país também atravessa uma crise nacional na área da segurança. Mas, aqui na cidade, estamos na contramão dessa crise. Entregamos a 1ª Cia totalmente reformada, reformulada, pois era um anseio deles há mais de 15 anos. E, agora, estamos trabalhando a questão do monitoramento da cidade, além de um grande programa de iluminação. Quanto ao orçamento, que passou de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões, decidimos aumentar em 50% para melhorar o sistema de monitoramento na cidade. Além de recuperar as câmeras já existentes e instalar mais equipamentos, vamos construir uma central de monitoramento, criar uma ronda ostensiva da GCM e armar nossos guardas municipais.

 

 

 




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